Com mais de 90% de participação no mercado nacional, o carro flex se tornou indispensável no Brasil!

Fortemente apoiado pelo governo federal e pela indústria do açúcar, o etanol se tornou uma matriz energética com foco ecológico, mas no passado, foi a solução que o Brasil encontrou para sobreviver à Crise do Petróleo.

O estudo da Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), que é um centro de pesquisa da escola politécnica da Universidade de São Paulo (USP) aponta que esse combustível no panorama brasileiro cria uma barreira para a entrada de tecnologias mais sofisticadas, como carros elétricos e híbridos com células de combustível usando hidrogênio.

O estudo aponta que o peso político – com incentivos pesados – ainda é um fator que impede uma concorrência direta ao etanol, especialmente após 2005, quando a tecnologia flex tornou um padrão no mercado nacional e uma forte resistência à qualquer outra coisa. Com o etanol, o consumidor de certa maneira é protegido da volatilidade dos preços da gasolina e do diesel.

O país viu um aumento de 40% na eficiência com o flex neste século e, a partir daí, as vendas decolaram, estabelecendo o bicombustível quase como uma norma a ser seguida por qualquer marca que queira vender no Brasil.

Fonte: INDISA